📍 Avenida Jornalista Roberto Marinho
📍 Linha 17 – Ouro do Monotrilho
Considerando o feriado de sexta-feira — dia habitual das publicações desta série —, segue este conteúdo de forma antecipada.
Nos últimos dias, um movimento chamou atenção para algo que quase nunca aparece: o que está por trás das grandes entregas urbanas.
Obras que transformam a cidade não começam na inauguração — começam muito antes, em decisões técnicas complexas, coordenação intensa e desafios que poucos veem.
Este artigo é um convite para olhar além do momento final e entender o que realmente sustenta essas entregas.
A recente inauguração de 31/03/26, que amplia as opções de mobilidade coletiva, já começa a gerar impactos práticos.
Um deles merece destaque no contexto corporativo: uma nova alternativa para quem chega ao aeroporto de Congonhas e precisa se deslocar até a Av. Dr. Chucri Zaidan ou a Av. Luís Carlos Berrini.
Naturalmente, os maiores beneficiados são os usuários recorrentes do sistema — que passam a contar com mais uma opção de deslocamento no dia a dia.
Boa leitura! ✌ Feliz Páscoa a todos que celebram.
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🏗️ Capítulo 5 — 📍 Linha 17 – Ouro do Monotrilho
01 de abril 2026

🚧 Muito antes da inauguração, começa o trabalho invisível
A implantação da Linha 17– Ouro do monotrilho — cuja inauguração se concretizou no dia 31 de março de 2026 — representa mais um importante avanço na mobilidade urbana de São Paulo.
Mas, antes mesmo da construção dos pilares e da estrutura elevada, existe uma etapa pouco visível — e absolutamente crítica:
➡️ o remanejamento da infraestrutura existente no subsolo.
🔎 O ponto crítico: onde tudo se encontra
Um dos trechos mais sensíveis desse processo esteve na conexão entre:
📍 Avenida Doutor Chucri Zaidan
📍 Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini
📍 Marginal Pinheiros
Mais especificamente, na região da alça de acesso — um ponto estratégico, com alta concentração de redes e interferências.
Foi ali que acompanhei diretamente, representando minha empresa à época, uma operação que ilustra bem a complexidade envolvida.
⚙️ Quando o novo ocupa o espaço do existente
As fundações das pilastras do monotrilho coincidiam exatamente com o trajeto de diversas infraestruturas já implantadas:
• Redes de telecomunicações
• Dutos subterrâneos
• Outras utilidades essenciais
Ou seja:
Não havia como construir sem reorganizar.
A solução exigiu a implantação de uma nova infraestrutura de dutos, especialmente ao longo da Avenida Doutor Chucri Zaidan e da alça de acesso à Marginal Pinheiros.
Só então foi possível liberar as áreas para execução das fundações.
🔄 Remanejar não é apenas deslocar
O remanejamento dessas redes envolveu:
• Planejamento técnico detalhado
• Coordenação entre múltiplas empresas
• Execução em ambiente urbano crítico
• Garantia de continuidade dos serviços
Porque, diferente de outras infraestruturas:
📡 telecom não pode parar
Cada intervenção precisava ser feita com precisão para evitar impactos em serviços essenciais para empresas, mobilidade e comunicação da cidade.
➡️ É um esforço transversal, que exige alinhamento fino entre áreas técnicas, administrativas e estratégicas.
Nesse contexto, vale destacar o empenho dos profissionais de telecom envolvidos — engenheiros, técnicos, gestores e equipes de campo — que atuam sob alta pressão, prazos restritos e elevado risco operacional, garantindo a continuidade dos serviços em um ambiente de grande complexidade.
Destaca-se também o papel das associações do setor, como a Telcomp, que atuam como elemento de coordenação e interface com o poder público, contribuindo para alinhar interesses, viabilizar soluções conjuntas e dar fluidez a processos que, de forma isolada, seriam ainda mais desafiadores.
Há de se ressaltar que, as empresas de Telecom cumpriram o prazo inicial de remanejamento da demanda.
💰 Um ponto importante: o modelo de execução
Um aspecto relevante desse tipo de obra é o modelo adotado:
As intervenções necessárias para viabilizar a implantação da linha foram em sua maioria ressarcidas pelo consórcio responsável pela obra.
Isso significa que:
• As operadoras não arcaram na totalidade com custos adicionais diretos
• As adequações foram incorporadas ao projeto da obra
• Houve previsibilidade financeira para execução
No caso específico da empresa que representei à época, todo o remanejamento nesse trecho foi realizado sem custo adicional, dentro desse modelo.
🌐 Uma complexidade ainda maior
Além das interferências no eixo viário, havia outro fator relevante:
Parte das redes também estava implantada em áreas associadas à 📍 CPTM.
CPTM – Companhia Paulistana de Trens Metropolitanos
Ou seja:
A obra não impactava apenas o sistema viário — mas também infraestruturas conectadas ao sistema ferroviário.
Isso ampliava o nível de complexidade técnica, regulatória e operacional das intervenções.
⚠️ O que esse caso revela
Esse tipo de projeto deixa claro que:
Grandes obras urbanas não começam na superfície.
Elas começam naquilo que não aparece — nas redes que já estão em operação, sustentando a cidade em tempo real.
🧠 O aprendizado
A experiência ao longo da Avenida Jornalista Roberto Marinho reforça um ponto essencial:
➡️ Infraestrutura de telecom não é acessória.
➡️ Ela é parte integrante — e condicionante — de qualquer grande obra urbana.
E quanto mais cedo essa integração acontece, menores são os riscos, os custos e os impactos.
📌 Fechamento
Com a inauguração da linha consolidada nesta semana — originalmente prevista para 2014, no contexto da Copa do Mundo no Brasil — o que se vê hoje é o resultado final de um processo que começou muito antes: em decisões técnicas, coordenação e engenharia invisível, mas também em um histórico de desafios de governança e coordenação institucional ao longo do tempo.
Durante mais de uma década, essa estrutura permaneceu visível ao longo da Avenida Dr. Chucri Zaidan e da linha da CPTM, aguardando sua efetiva entrada em operação.
Agora, finalmente, passa a cumprir o papel para o qual foi concebida — o que, sem dúvida, é motivo de comemoração para a população que depende diariamente do transporte público.Estrutura do Monotrilho Linha 17 OuroEstrutura do Monotrilho Linha 17 Ouro na linha da CPTM
Porque, no fim:
Toda grande obra que funciona bem… já resolveu, antes, aquilo que ninguém viu.
Vide link no Youtube:
Veja como é o novo monotrilho da Linha 17-Ouro em SP
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Abraço!
Ricardo Elisei
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⚖️ Aviso de Responsabilidade e Transparência Editorial
As ideias e opiniões apresentadas neste artigo refletem exclusivamente minha visão pessoal e não representam, necessariamente, a posição de quaisquer organizações ou empregadores — passados, presentes ou futuros. O conteúdo combina insights teóricos, minha experiência prática de anos e análise opinativa sobre os dilemas técnicos e éticos do setor de infraestrutura e telecomunicações.
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